Maravilhar-Se de Norte a Sul… Dançando a Amazônia-BRASIS!

novo flyer DANÇAS DA AMAZÔNIA - de norte a sul

♫… Marujada, Marabaixo, Marambiré…

Retumbão, Lundu, Carimbó do Pará, Carimbó de Caixeiras do Maranhão, Samba de Cacete, Bangüê, Torés indígenas, Valsinhas de Encantaria, Brincadeira dos Pretinhos, Cantos e Toques do Divino Espírito Santo, de São Benedito e outr@s encantamentos♪ 

em diálogo com o mundo, a nutrir nossas potências de humanidades criativas, inovadoras e ético-amorosas,  aqui-e-agora”, o espaço-tempo da ação transformadora.

Uma vivência-convite a@s educadores, artistas, terapeutas, comunicadores… e público em geral, com interesse em maravilhar-se, consigo mesmo, com o outro, com a Amazônia, com o Brasil, com o Mundo…,  em suas infinitas possibilidades de Ser e ManiFestar-se, através de uma experiência multicultural significativa, com um repertório-amostra de danças das culturas populares e tradicionais da Amazônia/com ênfase nos estados do PARÁ, MARANHÃO e AMAPÁ; expressões culturais que também remetem a ancestralidades-essências de povos dos quatro cantos da Terra; e portanto, uma irmandade com os demais gêneros brasileiros (de matrizes indígenas, africanas e íbero-asiáticas), ao mesmo tempo em que apresentam-se de forma original e singular, e sempre em movimento no espaço-tempo da roda viva da dança e da vida contemporânea.

Pautadas por uma profunda relação lúdica e poética com a natureza, o humano e o divino, as danças amazônicas em sua vasta expressão de gestos, ritmos, cantos, narrativas, imagens… revelam poéticas do saber-fazer-ser-conviver em diferentes e complexos cenários, MARAVILHADO de VIDA… onde, apesar dos desafios, e mesmo como “tecnologia de resistência e potência”, 

“…tudo se relaciona e se transforma, o impossível torna-se possível, o incrível apresenta-se crível, o sobrenatural resulta em natural…”

(João de Jesus Paes Loureiro, in Cultura da Amazônia, uma poética do imaginário)

…poéticas que são importantes para todos nós – inquilinos da TERRA!

com MARIA ESPERANÇA TENETEHARA

– Focalizadora das Danças Circulares dos Povos – da Amazônia, do Brasil e do Mundo.

saiba mais: https://blogmanamani.wordpress.com/quem-somos/

AGENDA e CONTATOS PARA INSCRIÇÕES:

  • RIBEIRÃO PRETO/SP – SESC: 12 a 14 de AGOSTO-2016

(16) 3977-4477 / matricula@ribeirao.sescsp.org.br

http://www.sescsp.org.br/programacao/100525_DANCAS+CIRCULARES+DA+AMAZONIA

  • MANAUS/AM: 19 a 21 de AGOSTO-2016

(92) 98234-2415 / janainaspaes@gmail.com

https://www.facebook.com/rodamanawara/

  • VIAMÃO/RS: 17 a 18 de SETEMBRO-2016

Zap (53) 8101-7472  / Tim (54) 9995-9651 / tkrepelka@gmail.com

  • CASTANHAL/PA: 09 a 11 de DEZEMBRO-2016

(91) 98134-3426 / conexaomanamani@gmail.com

Saiba mais sobre o PROGRAMA e Metodologias:

  • Vivência de um repertório de danças das nossas bicentenárias manifestações culturais  da Amazônia, com ênfase nos estados do Pará, Maranhão e Amapá:
  1. Marujada – Amazônia Bragantina / PARÁ
  2. Marabaixo – Guiana Amazônica / AMAPÁ
  3. Marambiré – Amazônia Ocidental / PARÁ
  4. Carimbó – Amazônia Atlântica / PARÁ
  5. Carimbó de Caixeiras – Divino Espírito Santo / MARANHÃO 
  6. Samba de Cacete – Amazônia Tocantina / PARÁ
  7. Bangüê – Amazônia Tocantina / PARÁ
  8. Brincadeira dos Pretinhos – Amazônia Bragantina / PARÁ
  9. Bumba-meu-Boi  – Amazônia Atlântica / MARANHÃO-PARÁ
  10. Tambor de Crioula – Amazônia Atlântica / MARANHÃO-PARÁ
  11. Tambor de Mina  – Amazônia Atlântica / MARANHÃO-PARÁ
  12. Torés Indígenas – Tembé Tenetehara e outros Povos  BRASIS…

 DAMA TENETEHARA

 …Saias rodadas e multicoloridas, maracas, tambores, rabecas, fitas de cetim, maresias, banzeiros e pororocas,  mães-d’água, botos, cobras-grande, sant@s de todas as devoções, lundu, retumbão, carimbó, valsinhas,  folias, rezas, louvações e encantarias em movimento… no Centro a Roda, no Centro do Mundo, no Centro de cada um de Nós, a repercutir “mil-e-uma” conexões, encantamento e transformação na Roda da Dança e da VIDA.

  • na Roda, a focalizadora guia os dançantes no ensino-aprendizagem  dos  passos, gestos, movimentos, contextos e sentidos das danças, com simplicidade, leveza e fluidez, ao mesmo tempo em que orienta os dançantes a uma experiência poética de corpo-e-alma, buscando-se um estado particular de maravilhamento… 
  • após cada ciclo dançante, ampliação do ensino-aprendizagem com  roda de apreciação, manipulação e experimentação de outras linguagens e  materiais estéticos-iconográficos – imagens, instrumentos musicais, artesanatos, narrativas míticas, cantos, poesias;
  • e roda de conversa – reflexão crítica e expressão criativa com dançantes e focalizadora, repercutindo a experiência pessoal com a vivência, possibilidades de transcriação da experiência poética para o nosso cotidiano na roda da vida – pessoal, sócio-comunitária e ambiental…
  • culminância ritualística de encerração com banho de cheiro, canto, toques musicais, poesia… mil-e-uma lindezas e encantamentos.

VISITE! https://blogmanamani.wordpress.com/brasis/

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Dançar a VIDA-reCriar o Mundo! Curso Livre Mana-Mani.2016

FLEYER CURSO LIVRE MANAUS - MODULO 1 - JUNHO 2016

… o mundo só pode ser salvo se for outro,
se esse outro mundo nascer em nós
e nos fizer nascer nele…

– Mia Couto, escritor moçambicano, in “Cada homem é uma raça”

O CURSO LIVRE – Dançar a VIDA… reCriar o MUNDO!  é  uma jornada formativa em 64 danças circulares, permeadas pela transdisciplinaridade (arte-ciência-tradição-espiritualidade) com foco em valores humanos, sob a focalização de MARIA ESPERANÇA TENETEHARA –  idealizadora do curso e co-criadora MANA-MANI ReCriando a Dança da VIDA: uma iniciativa-síntese de amplas e significativas experiências de formação, criação e realização cultural transdisciplinar-holística, nos últimos 15 anos, com danças circulares e brasileiras dos povos, desde a Amazônia – Belém / Pará.

CONVITE-PROPOSTA destinada a  pessoas da Amazônia e outros BRASIS –  público em geral,  profissionais e estudantes das áreas de saúde, cultura, arte, educação e terapias holísticas – com interesse tanto em iniciar ou reciclar a  jornada d@ “Focalizador/a de Danças Circulares”; quanto em conectar e ampliar suas potencialidades de saúde, autoconhecimento, criatividade e expressão humana no mundo – pessoal, profissional, socioambiental e global. 

O curso está organizado em 04 ENCONTROS de ENSINO-APRENDIZAGEM, um a cada mês, com aulas aos finais de semana – Baile Circular às Sexta-Feiras, 19h30 às 22h00; Oficina aos Sábados e Domingos, 08h30 às 17h30, totalizando 64hs de formação básica:

  • ALVORADA: A RODA, o Centro, a Ação Simbólica… Iniciando o Caminho da DANÇA;
  • POTÊNCIA: CORPO, Criatividade e Valores Humanos com Danças do MUNDO;
  • TRANSFORMAÇÃO: Dançando a AMAZÔNIA-BRASIS… rumo ao Maravilhar-Se;
  • CONSTELAÇÃO: Assim na TERRA como no CÉU… Dançar O TAO da Cultura de PAZ.

PROGRAMA: DANÇAR A VIDA – Programa CURSO LIVRE – MANAUS.2016

SAIBA MAIS sobre as DANÇAS CIRCULARES DOS POVOS!

Também nomeadas “Danças Sagradas”,”Danças Circulares”,”Dança Circular”…, as Danças Circulares dos Povos são danças de roda – tradicionais e étnicas de diferentes povos e culturas do mundo; e danças contemporâneas coreografadas por diferentes artistas e focalizadores – vivenciadas por um amplo e diverso público, como instrumento de meditação, aprendizagem transdisciplinar-criativa e integração pessoal e grupal em diferentes formas e áreas: …rodas abertas, oficinas, vivências, cursos livres, grandes bailes…  em praças, parques, centros culturais, escolas, hospitais, presídios,  encontros, palestras… dentre outras possibilidades.

 

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ILUMINURAS na Marambaia!

ILUMINURAS - DEZEMBRO NA MARAMBAIA

 “E a luz, aquela luz
ainda pulsa sobre a mata…
E, nas estrelas,
o brilho dos teus olhos
ainda me encanta…”

ILUMINURAS,  do artista marambaiano Heraldo Goez, é uma singela mostra poético-musical de sua primeira obra-livro “Navegando Estrelas – Poesia na Madrugada”  a luzir rios de beleza e encantamento sob o “Céu de Estrelas” da  Lua Nova de Dezembro na Marambaia – Anfiteatro da Praça Dom Alberto Ramos – BELÉM/PARÁ. 

Em formato de pocket show, “Iluminuras” inicia um ciclo de apresentações do poeta-cantor-compositor-violonista, a serem colaboradas em parcerias diversas em prol de financiamento para publicação desta obra literária “Navegando Estrelas – Poesia na Madrugada”,    em processo de contratação pela Chiado Editora,  uma editora portuguesa especializada na publicação de autores portugueses e brasileiros contemporâneos. O público que se presentear com Iluminuras, além de vivenciar e encantar-se com uma experiência estética maravilhosa, poderá levar para casa uma amostra de músicas e uma versão eletrônica em pdf do livro  em formato de cd artesanal;  Em troca, uma simbólica contribuição a fomentar  a publicação e a distribuição desta importante obra literária amazônida nas maiores redes livreiras de Portugal e do Brasil.


16418_745819045499657_8249661337850267246_n+ sobre HERALDO GOEZ

Artista da poesia, da música e da imagem, com iniciação estética no contexto familiar, influenciada especialmente por seus pais: Paula Góes, uma dona de casa narradora de histórias e cantadeira com voz afinada, habilidades herdadas da rica tradição mitopoética e musical amazônida de Marapanim-PA onde nasceu; e de Tomé Góes, um garçom de profissão, amante dos clássicos da música popular e literatura brasileiras – Nelson Gonçalves, Lupicínio, Noel Rosa, Cartola; Jorge Amado, José Lins do Rego e outras referências artísticas.

Uma experiência mágica ao final da infância – visão de uma luz no céu, pairando acima das matas da Marambaia – Belém – Amazônia; influências musicais marcantes de sua juventude – Elomar, Xangai, Walter Freitas, Pink Floyd; e uma temporada de ricas experiências artísticas e educativas em São Paulo a partir de 1980 – interações estéticas, saraus poético-musicais, shows, festivais, formação acadêmica em “design e publicidade” ampliam e refinam suas vivências culturais, resultando em um estilo original e criativo de “ousar ser” poeta, cantor, compositor e  violonista “autoral”, além de artista visual na Amazônia.

CAPA DO LIVRODe volta à sua “Aldeia-Mundo” Marambaia-Belém/PA, em meados de 2014, sua obra poética  emerge com grande intensidade, beleza e singularidade, fomentando a sua primeira obra-livro: NAVEGANDO ESTRELAS – Poesia na Madrugada. Uma desafiante e lírica travessia pelos rios e constelações da alma, metaforizada poeticamente em 69 poemas entrelaçados, contas de um precioso colar-história amorosa, tecido a partir das próprias experiências do autor; Também ressoam o romantismo dos trovadores ibéricos e árabes medievais, a filosofia quântica, as tradições espirituais orientais e o imaginário poético amazônida.  Esta criação literária no gênero poesia é matéria-prima para a expressão da potência musical do autor, organizada em formato de shows, dos quais: ILUMINURAS a luzir constelações da alma.

Links do artista:

SERVIÇO

  • O QUÊ:
    Pocket Show ILUMINURAS de HERALDO GOEZ e Convidados
  • QUANDO:
    Quinta-Feira, dia 10 de Dezembro às 19h00
  • LOCAL:
    AnfiTeatro da Praça Dom Alberto Ramos – Av. Rodolfo Chermont, sn Marambaia – Belém/PA
  • ACESSO:
    Livre-gratuito para todos os públicos
  • COLABORAÇÃO:
    Espontânea – aquisição do CD Livro Canções & Poesia “NAVEGANDO ESTRELAS – Poesia na Madrugada”; valor sugerido: R$15,00 
  • INFORMAÇÕES: (91) 98134-3426 / conexaomanamani@gmail.com

Realização

Logo base MANA-MANI

Apoio

Assoc. UNIÃO e TRABALHO

SEMMA – Belém / PA

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Baile CIRCULAR MARAMBAIÁ

Dançando o TAO da Cultura de PAZ

Dançando a BELEZA da Nossa Hu-MANIDADE!

Praça DOM ALBERTO RAMOS / MARAMBAIA – AMAZÔNIA – BELÉM,

 18 de Setembro de 2015 / a partir das 19h00.

ACESSO LIVRE e GRATUITO para TODOS os PÚBLICOS!

co-Labore na divulgação: cartaz Roda MARAMBAIÁ

Danças de Roda dos quatro cantos do mundo – Brasileiras, Gregas, Irlandesas, Árabes, Judaicas, Ciganas, Indígenas, Francesas, Indianas, Turcas, Russas, Escocesas…

e mais danças, cantorias, poesias, toques e trocas,  até dizer chega!!!

com Maria Esperança e Convidados – Focalizadores, Artistas, Brincantes e Dançantes das Rodas da Dança e da Vida.

 Um Convite ao ENCONTRO POÉTICO, LÚDICO, AMOROSO e PACÍFICO com o EU e o OUTRO em COMUNIDADE – DIFERENTES PESSOAS da NOSSA MARAMBAIA – BELÉM – PARÁ – AMAZÔNIA – BRASIL – MUNDO!

Expressando e Celebrando a BELEZA da Nossa Hu-MANIDADE!

Realização

logo mana-maní

Apoio

Associação UNIÃO e TRABALHO / Pça. DOM ALBERTO RAMOS

COLETIVO MANA AVU

JARDEL INFORMÁTICA

GRUPO VAGALUME BOI-BUMBÁ

GRUPO SOM MAÚMA

SEMMA Secretaria Municipal de Meio Ambiente

Saiba mais / localização do evento:

Av. Rodolfo Chermont, s/n – Pça. Dom Alberto Ramos – Marambaia

PÇADOMALBERTORAMOS

Acesse o MAPA: https://www.google.com.br/maps/place/Pra%C3%A7a+Dom+Alberto+Ramos/@-1.398361,-48.4540546,15z/data=!4m2!3m1!1s0x0:0xd7015bcf0a2dfa06

Linhas de Transporte Público:

  • MARAMBAIA  VER-O-PESO (passa em frente, indo e vindo);
  • TELÉGRAFO / SACRAMENTA-NAZARÉ / MÉDICE PRES.VARGAS (passa próximo; descer no final da Av. Tavares Bastos com Rodolfo Chermont; OU na Rua da Mata com Rodolfo Chermont – esquina da FEIRA).

Outras informações:

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Flor-e-Ser BRASIS! Carta Aberta às Crianças da Amazônia – Escola Fernando Guilhon/Tomé-Açu – PARÁ!

Dance-Ti!

Olá Crianças Lindas da Escola Fernando Guilhon!

Bom Dia com um Grande Abraço, Amor e Alegria!

Sou Maria Esperança, amazônida pará-maranhense, focalizadora, dançante e pesquisadora das Danças Circulares dos Povos, e escrevo a vocês, neste final de mês especial de lindezas brasileiras, para compor a festa de celebração da escola, nesta sexta-feira de lua cheia, à convite da nossa querida mana-professora MIRA MENDES.

Há 15 anos, tenho o imenso prazer e gratidão em conhecer ao vivo, em nossas comunidades rurais da Amazônia, com muitas crianças, como vocês, e também muitos mestres – grande parte já idosos, uma parte das nossas culturas “folclóricas”, que eu gosto de chamar de “culturas vivas”:

Festas de Santos com Rezas, Cortejos de Rua e Rios, Danças, Cantos, Ritmos, Brincadeiras de Mascarados, Histórias de Matinta Perera, Sereia, Boto, Curupira e outros Seres Encantados, Saias Rodadas, Mil-e-Uma Fitas de Cetim Multicoloridas, Tambores, Rabecas, Maracas…

CARIMBÓ, MARUJADA, SAMBA-DE-CACETE, MARAMBIRÉ,

BRINCADEIRA DOS PRETINHOS, BUMBA-MEU-BOI, BAMBAÊ,

COCO, CIRANDA, MARABAIXO…

Querid@s!!! São muitas as nossas LINDEZAS AMAZÔNIDA-BRASILEIRAS que trazem contribuições culturais milenares dos POVOS dos QUATRO CANTOS da TERRA – indígenas, africanos, europeus, asiáticos-, expressam diferentes linguagens/formas de SABER-FAZER-SER-CONVIVER na VIDA e com a VIDA,   que  são IMPORTANTES  para TODOS NÓS re-CRIARMOS o novo MUNDO,  e  NÃO ESQUECERMOS QUEM SOMOS:

SERES HUMANOS que expressam-produzem e precisam-consomem (como o ar que respiramos) a BELEZA, o AMOR, a CRIATIVIDADE, a ALEGRIA, a IDENTIDADE-PERTENCIMENTO, a SABEDORIA… em conexão-UNIDADE com o SAGRADO, a COMUNIDADE e a NATUREZA! 

TODAS as CRIANÇAS do nosso BRASIL tem o sagrado DIREITO  de conhecer e viver estas lindezas, para o seu DESENVOLVIMENTO HUMANO, pois estas culturas folclóricas constituem um patrimônio precioso que estimula-desenvolve as nossas múltiplas inteligências e competências TÍPICAS do SER HUMANO UNIVERSAL: inteligências cognitivas, criativas e ético-amorosas. 

Diante do contexto de múltiplos e imensos desafios em nossas cidades urbanas e rurais, no Pará, na Amazônia e no Mundo, incluindo também a destruição, a invisibilidade, o preconceito e o desrespeito a  muitas das comunidades, mestres e artistas-brincantes produtores e transmissores destas riquezas culturais que são de grande importância pra tod@s nós, aposto e confio nas atividades de educação-formação-transformação e celebração, com as nossas danças de roda dos povos, em parceria com muitas pessoas, de diferentes formas, que não caberia descrevê-las neste curto espaço de uma carta; mas ressaltando que a professora Mira Mendes, a sua escola e cada um/a de vocês fazem parte desta REDE (https://blogmanamani.wordpress.com/dancas-circulares-da-amazonia-revelando-e-celebrando-brasis/).

Assim, fico imensamente GRATA em saber que vocês estejam vivenciando e cultivando estas nossas raízes culturais que se fortalecem e se renovam cada vez que dançamos, cantamos, narramos e ouvimos histórias, de ontem, de hoje e de sempre… em grupo, em comunidade, na escola, na praça e outros diversos lugares, nutrindo e ampliando as nossas potencialidades de SERES CRIADORES de NOVOS MUNDOS,  de SERMOS PLENAMENTE HUMANOS e FELIZES, com a CARA DO BRASIL, manifestando a nossa ALMA AMAZÔNIDA –  síntese do encontro, da sabedoria e da beleza de TODOS OS POVOS!

Com um beijo no coração de cada um e cada uma de vocês, CRIANÇAS-FLORES BRASILEIRAS da Nossa Escola FERNANDO GUILHON – TOMÉ-AÇU e de todas as Escolas e Comunidades da AMAZÔNIA!

A MENINA CRIADORA

Feliz Flor-e-Ser BRASIS!

Maria Esperança Alves,

Marambaia/Belém, dia 28 – Sexta-Feira de Lua Cheia, Agosto de 2015.

(Imagens: Dance-Ti e Menina Criadora do Mundo, de Cleber CAJUN)

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DANÇAS BRASILEIRAS, PoÉticas Brincantes do MUNDO!

MOSAICOMAINUMY

acervo MANA-MANI

“Isso o povo daqui faz por uma devoção.

É uma devoção que a gente tem com o santo,

E por isso canta e dança conforme fez agora.

Agora, tem gente que aparece que chama isso de folclore.”

(Fala de um Dançador do Congo, em Machado / MG, in  “O Que É Folclore” / Carlos Rodrigues Brandão. – São Paulo: Brasiliense, 2003)

As danças populares e tradicionais brasileiras  integram um patrimônio multiétnico/cultural precioso, quintessência da arte de povos milenares dos quatro cantos do mundo, conservada e ao mesmo tempo recriada pela tradição oral –  processo comunicacional que se fundamenta na memória e na corporalidade viva,  tanto na relação virtual com a ancestralidade  quanto na relação presencial contemporânea, de “corpo-e-alma”, com e por uma vasta rede de mestres e artistas “brincantes”(*) – protagonistas da nossa cultura viva, nos mais diversos Brasis.

Inseridas em grandes e bicentenárias manifestações culturais, onde a arte é integral (indissociáveis dança-música-poesia-teatro-ritual), comunitária, vivencial e integrada à VIDA, contemporânea e atemporal,  as nossas danças brasileiras expressam enorme sofisticação estética  de seus artistas-brincantes, como também grande flexibilidade e criatividade na organização física; exercem  papel fundamental na organização das relações sociais,  na formação ética e afirmação identitária de suas comunidades; e ao mesmo tempo, como outras artes/terapias corporais reconhecidas e valorizadas (Tai Chi, Judô, Karatê, Yoga, Balé, Dança Contemporânea…), constituem-se em potencial instrumento-tecnologia para a saúde, a formação e a inspiração do ser humano universal – no Brasil e no Mundo.

A partir da abordagem transdisciplinar-holística, preconizada pela UNIPAZ Universidade da Paz, formação em danças circulares dos povos, e treze anos Mana-Mani de pesquisações, vivências e ensino-aprendizagem das nossas danças/culturas brincantes e devocionais brasileiras, destacamos  suas potenciais contribuições, dentre outros aspectos:

  • Integração e Inteireza / harmonia de corpo-e-alma;
  • Coordenação motora, ritmo, sintonia, fluidez e flexibilidade; 
  • Desenvolvimento das múltiplas potencialidades humanas com a inclusão do corpo, da arte, do lúdico, do belo, do prazer, da alegria, da diversidade e da conexão com o sagrado na roda-processo de vivência, encontro, celebração, aprendizagem;
  • AutoConhecimento e expressão identitária BRASIS para o SABER-FAZER-SER-CONVIVER em Beleza, Criatividade e Amorosidade na Circularidade do MUNDO;
  • Vivência dos Valores Humanos e Expressão da Cultura de PAZ na Diversidade do Mundo e com o Mundo em Unidade – pessoal, social e ambiental.

Saiba mais:

MARUJADA DE SÃO BENEDITO – AMAZÔNIA BRAGANTINA / PARÁ

CARIMBÓ / AMAZÔNIA – PARÁ – BRASIL

SAMBA-DE-CACETE – AMAZÔNIA TOCANTINA / PARÁ

MARAMBIRÉ DE ALENQUER – AMAZÔNIA OCIDENTAL / PARÁ

MARABAIXO –  FOZ DO AMAZONAS, NO MEIO DO MUNDO / AMAPÁ

BRINCADEIRA DOS PRETINHOS – AMAZÔNIA BRAGANTINA / PARÁ

BAMBAÊ / CARIMBÓ DE CAIXEIRAS / CACURIÁ DO MARANHÃO

TAMBOR DE CRIOULA – AMAZÔNIA ATLÂNTICA / MARANHÃO

BUMBA-MEU-BOI DO MARANHÃO / AMAZÔNIA ATLÂNTICA

DANÇAS CIRCULARES DOS POVOS / DANÇANTES DO MUNDO

(*) “Brincante” é o modo como os artistas populares se autodenominam. Eles não se dizem “dançarinos” ou “atores” ou “cantores”… mas sim brincantes, e dominam as várias linguagens artísticas de suas brincadeiras (as manifestações culturais tradicionais brasileiras / patrimônio imaterial do Brasil e do Mundo)  – canto, dança, percussão, interpretação, ritualística; expressando a TOTALIDADE da VIDA, em profunda e orgânica conexão com a comunidade, a natureza e o sagrado.

“Quanto mais se conhece as qualidades ancestrais, mais se conhece as identidades, o que permite sair da personalidade, que é limitadora, para a essência que é plena.”

(Kaká Werá Jecupé – educador, terapeuta, pajé, escritor, facilitador da UNIPAZ)

“Na música e na dança popular eu vivencio a essência de um povo e sua tradução artística. Daí eu posso ler o caráter, a imagem anímica, a vida e seus enraizamentos. 

… Deixei-me arrebatar pela vibração das danças populares, contagiado pelo fogo maravilhoso da comunidade, que realmente dava pra sentir fisicamente, em carne e osso. Trespassado por esta nova atmosfera sob céu aberto, senti a brisa fresca dos ventos, me abri para o júbilo das vozes, e vi os rostos, vi neles suas vidas.

É preciso dançar estas danças… é preciso se tornar muito presente para nos apropriarmos delas, para sentir  e vivenciar o seu efeito curativo e terapêutico. Então se abre, para o bailarino, a sua origem religiosa, o caminho para a unidade e a solução da passagem do singular para o comunitário, para um estar junto em vibração.

E fluem, então, energias aos dançarinos,

vindas de uma fonte que constantemente se regenera.”

(Bernhard Wosien – 1908/1986, iniciador do Movimento “Danças Circulares”)

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Sarau da Lua Cheia – Casa Rundembo-Axé-Di Jaciluango

sarau antonio poteiro

obra: Antônio Poteiro (http://www.antoniopoteiro.com/)

com Artistas da Casa Rundembo-Axé-Di Jaciluango (Grupos Sarau da Lua Cheia e Quarteto Musical) e Convidados!

  1. Cantos pra Lua (domínio público) / Grupo de Percussão Sarau da Lua Cheia;
  2. Canto das Mulheres / Mulheres do Grupo de Percussão Sarau da Lua Cheia;
  3. Cantos pra Oxum (domínio público) / Grupo Sarau da Lua Cheia;
  4. Performance “Dança do Vento” / Tainá Lima;
  5. Samba de Roda (domínio público) / Grupo “Sarau da Lua Cheia”; 
  6. Canto em Devoção aos Santos / Geowani Souza (Bochecha do Cavaco);
  7. Cantos da Mata / Waldir Ogan;
  8. Poema do Amor / Wilson Fonseca;
  9. Canto Lírico – Melodia Sentimental / Eugênia Pinon;
  10. Bancos da Vida / Edson Santana;
  11. Black Cabala / Edson Santana, Leonardo Venturieri e André Mcleuri;
  12. Mito “Criação da Noite” / Ana Luíza e André Macleuri;
  13. Cantos da MPB / Erick, Gisele Monteiro e Edson Santana;
  14. Roda de Carimbó em homenagem ao Mestre Verequete / Quarteto Musical e Grupo Sarau da Lua Cheia.
  • Grupo de Percussão Sarau da Lua Cheia:  Dandara Nobre, Maria Esperança, Mayara La Roque, Marília Teixeira,  Francisco do Tam-Tam e João do Tambor.
  • Quarteto Musical: Edson Santana, Tyron Nogueira, Bárbara e Érica Peres.

Serviço

QUANDO: 2ª Lua Cheia de Agosto / SÁBADO, dia 29 às 19h00

LOCAL: Casa Rundembo-Axé-Di-Jaciluango – Tv. Mariz e Barros, 1609 – fundos; entre Av. Marquês de Herval e Av. Visconde de Inhaúma – Pedreira / Belém – PA

ACESSO: Livre e Gratuito – confirmar presença antecipadamente (espaço limitado a 60 participantes) pela página facebook do evento:

https://www.facebook.com/events/730217650421286/

O QUE TRAZER: “Comes e Bebes” – frutas, pães, doces e salgados, sucos, refrigerantes e outras bebidas aGosto dos convidados…

MAIS INFORMAÇÕES: Edson Santana – 98995-3648 

Realização

Casa RUNDEMBO-AXÉ-DI JACILUANGO

Apoio

LOGO MANA-MANÍ - ESTILO NATURAL

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CARIMBÓ do PARÁ – AMAZÔNIA / BRASIL

 

Acervo Mana-Mani e Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro
O Carimbó está para o Norte assim como o forró está para o Nordeste. É música de festa onde se dança até o dia amanhecer. Absoluto na região do Salgado paraense, não há cidade onde não se encontre um desses conjuntos. Junção caprichosa do pé batido indígena com o rebolado africano o carimbó é um dos gêneros tradicionais mais significativos do país,  onde,  sem conflitos,  se reúnem o sagrado e o profano, devoção e diversão, tradição e contemporaneidade.
(Renata Amaral, artista da música brasileira/Grupos a BARCA e PONTO BR, in “Cd Quentes da Madrugada” – Carimbó de Santarém-Novo )

Acesse: 

O Carimbó, oficialmente um “Bem Cultural do Patrimônio Imaterial Brasileiro”, certificado pelo IPHAN desde 11 de Setembro de 2014, é dança, música, teatro, poesia, brincadeira, devoção… com vários estilos de expressão em comunidades rurais e urbanas dos quatro cantos do Pará – Amazônia/Brasil: manifesta-se com grande destaque na região do salgado – costa atlântica, onde possivelmente  organizou-se inicialmente, modelando o seu  protótipo matriz  que  também tem presença marcante na Ilha do Marajó e região do Baixo-Tocantins, além da capital paraense – Belém e região metropolitana, onde o Mestre Verequete (in memorian) é a grande referência, por sua contribuição ao reconhecimento e valorização do gênero junto às comunidades urbanas; comunga ainda, inúmeros elementos estéticos, com seu primo-irmão, o GAMBÁ,  na Amazônia Ocidental – região do Baixo Amazonas (municípios de Gurupá, Almeirim, Porto de Moz e Aveiro no Pará; e Mauá no Amazonas), sugerindo este como mais uma forma de expressão do carimbó em território amazônico.

“O carimbó se canta aqui, se canta ali, se canta lá…

Salve o Mestre Verequete, carimbó é do Pará!

Salve o Mestre Verequete, carimbó é do Pará!

Cantado em versos e prosa só muda o jeito de tocar,

de lugar pra lugar, só muda o jeito de dançar

De lugar pra lugar, só muda o jeito de dançar.

Carimbó praieiro vem da zona do salgado,

Carimbó marajoara vem dos campos e do alagado

Lá do baixo Tocantins, vem o jeito chamegado (…)”

(Dona Onete, artista da música paraense-brasileira, rainha do “carimbó chamegado”)

Dança de roda com rebolado africano e andamento indígena, animada ao som de batuques com grandes tambores típicos de outros gêneros brasileiros de origem bantu-africana – samba de roda, jongo, samba de cacete, tambor de crioula…, neste gênero chamado de “curimbós” (da palavra bantu  “kurimba” = música, cantar?!); nossas maracas indígenas e mais inúmeros instrumentos de percussão – matracas, milheiros, triângulos, ganzás, reque-reques, xeque-xeques…, o banjo e flautas (em alguns sotaques-expressões); e cantorias, tradicionalmente no estilo responsorial/pergunta-resposta (outra característica dos gêneros bantus), com versos de domínio público e inúmeras transcriações e composições contemporâneas, retratando o amor, a ludicidade, o cotidiano, a poética e as encantarias das águas e floresta amazônidas; realizado tanto em datas e festas típicas de devoção a São Benedito – quando inclui levantação e derrubamento de mastro, folias, alvoradas, novenas e ladainhas de origem ibérica –, quanto em festivais de música ou de forma livre em rodas e festas lúdicas, em celebração à Vida: são alguns dos muitos elementos estéticos do carimbó,  que nos remetem a uma matriz Cultural Bantu-Africana transCriada na Amazônia em interação com  as Culturas Indígenas da Grande Nação Tupinambá, e Culturas originárias de diversos povos da Europa, Ásia e Norte de África, sincretizadas na Ibéria Mediterrânea: 

  • “Tia Zazá e Tio Fabico”, em Marapanim (Terra do Grande  Mestre Lucindo e cidade de maior referência deste gênero) me contaram, em set2002, que mulheres negras, originárias do Maranhão, iniciaram a Festa de Carimbó em louvor a São Benedito, na vila-comunidade rural de “Maranhãozinho”, em tempos do Brasil Colônia – “Estado do Grão Pará e Maranhão” (estado criado pelo Marquês de Pombal na gestão imperial portuguesa de Dom José I, que no seu auge, ia da Amazônia Ocidental – região do atual estado do Amazonas,  à região Nordeste Ocidental, incluindo regiões dos atuais estados do Piauí e Ceará);
  • “Dona Luzia”, negra devota e festeira do Carimbó de São Benedito, na Vila de “Martins Pinheiro” – do município de Maracanã (antiga Vila de São Miguel de Cintra, Terra do Mestre Chico Braga/Ilha de Algodoal),   em Março de 2008, também me contou que o carimbó se originou ali, em tempos passados, quando sua vila foi um Quilombo, com suas ancestrais negras originárias do Maranhão;  
  • “Tio Celé”/Celestino Correa (in memorian), “Ticó”/Raimundo Correa e outros Mestres-Brincantes e Guardiões do Carimbó, integrantes da Irmandade de São Benedito, da cidade de Santarém-Novo,  narram a origem bicentenária desta tradição, por grupos negros, escravizados na região – à época, integrante da Vila de Cintra (atualmente cidade de Maracanã);
  • Na zona bragantina –  Ilha de Titica (pertencente ao município de Bragança até 1879; a partir de então, torna-se parte do município de Quatipuru –  criado pela Lei nr. 934, de 01 de Julho de 1879, e instalado de fato em Julho de 1883), conta Mestre Raimundo Borges/Grupo Raio de Sol e Tradição Oral de Quatipuru, que o Carimbó teria sua origem, integrado à Festividade da Marujada de São Benedito, cuja primeira edição acontece por volta de 1838, com a Capitôa “Maria Pretinha” – liderança da comunidade negra escravizada na ilha, propriedade à época da  Sinhá Henriqueta. Após a lei “áurea”, esta tradição e seus protagonistas teriam migrado para a sede do município de Quatipuru, um dos territórios contemporâneos do Carimbó, tanto integrado à Festa da Marujada, como também de forma livre em diversas rodas e festas lúdicas da sede e arredores.

De grande beleza, alegria e encantamento, são inúmeras as formas de expressão gestual na dança do carimbó, além de sua típica matriz corporal – rebolado com andamento ligeiro fluindo em circularidades diversas no espaço da dança:

  • dançantes dançam individualmente, de forma livre na roda, que gira em espiral no sentido anti-horário, ora brincando com um/a ora com outr@, de forma espontânea;
  • dança de pares, na roda-espiral de dançantes, obrigatoriamente, no Barracão da Festa de São Benedito de Santarém-Novo, onde também são exigidos trajes tradicionais (paletó e gravata para os homens e blusa de manga e saia longa e rodada para as mulheres), e experimenta-se algumas gestualidades características de acordo com a letra da música (a exemplo da Mariquinha, Matilde e do Peru e o  Iá – estes dançados à meia-noite): valsas, marchinhas, beijinhos, abraços, jorgar-se nos braços da dama ou do cavalheiro, jogo-disputa de parceiros… alternam-se e complementam o rebolado, andamento e circularidades na corporalidade brincante do carimbó;
  • dança de pares, ao centro da roda, na “dança do peru”, que integra a ritualística dançante da Marujada de São Benedito de Quatipuru, cuj@s damas e cavalheiros brincam-disputam entre si, utilizando a saia e a camisa como instrumentos de “enlaçe-cobertura”…

Estes são alguns dos elementos estéticos-culturais mais expressivos do nosso carimbó paraense, que tem ainda, na saia longa, rodada e florida; e nos movimentos de giro, sua grande graciosidade e beleza visual, potência poética para “Mil-e-Uma Voltas ao Mundo”: voltas em torno de Si, d@s Parceir@s e de Todo o espaço da Roda  da Dança, que expressam imagens poéticas de temas intrínsecos a um jeito de Saber-Fazer-Ser-Conviver, na Circularidade e Fluidez do Mundo e com o Mundo, Maravilhado de Vida (apesar de/como enfrentamento e resistência aos inúmeros desafios de todos os tempos)  

– “Onde tudo se relaciona e se transforma, o impossível torna-se possível, o incrível apresenta-se crível, o sobrenatural resulta em natural… Uma poética operada pelo sentido do imaginal, que confere à cultura uma leveza que se vai tornando cada vez mais insustentável, atingida pelas alterações que vêm mudando a sociedade e a natureza amazônicas, principalmente a partir do início da década de 70.” 

(Paes Loureiro in Cultura Amazônica: Uma poética do imaginário)

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Mestre Verequete, à esquerda, com Mestre Bento, à direita e Poeta do Grupo Raízes da Terra/Marapanim-PA; Encontro de Mestres do Carimbó, no Teatro Gasômetro – Parque da Residência / Belém-PA, 09 de JAN 2008. foto; Maria Esperança. 

O carimbó não morreu

Está de volta outra vez

O carimbó nunca morre

Quem canta o carimbó sou eu!

(Mestre Verequete/Augusto Gomes Rodrigues, 26 de Agosto/1916 a 03 de Novembro de 2009)

COM POETA E IRENE

com Poeta/Edmundo Favacho e outros músicos do “Raízes da Terra”/Marapanim, e Irene Favacho – Dançante Mana-Mani, na Festa de Celebração à Certificação do Carimbó como Patrimônio Imaterial Brasileiro, pelo IPHAN; Praça do Povo/Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves – Belém, 11 de Setembro de 2014. Foto: Dina Correa.

Ouvi a Sereia cantar lá no fundo do Mar

A Sereia quando canta é bonito o seu cantar…

Canta Sereia, no Mar tu és a rainha

Não cante na terra, que na terra a vez é minha!

(Poeta/Raimundo Favacho, Grupo Raízes da Terra-Marapanim)

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Deuzza Gomes, dançando o Peru – Grupo Maria Pretinha/Quatipuru-PA, Abril de 2010. Foto: Maria Esperança

…Aruê, aruá! Aruê, aruá!

Tá chovendo na roseira

Deixa a rosa se espalhar…

Mamãe eu quero um vestido

Da seda mais encarnada

Pra dançar o carimbó no meio da rapaziada!

(Carimbó de Santarém-Novo/Grupo Quentes da Madrugada)
Meninas Dançantes de Maracanã e Tamboreiros do Grupo Raio do Sol/Quatipuru na Festa de Lançamento do Edital dos Pontos de Cultura do Pará – Programa Cultura Viva/MinC-Secult, com a participação do Ministro Gilberto Gil; Forte do Presépio – Complexo Feliz Lusitânia / Belém, 06 de Maio de 2008. Foto: Maria Esperança.

VídeoDocumentário Histórias de Carimbó:

Carimbó de Mestre Verequete / Cd Conjunto Uirapuru:

Fontes e Sugestões bibliográficas:

Saiba mais:

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BAMBAÊ, CARIMBÓ de CAIXEIRAS e CACURIÁ do MARANHÃO

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Imagem do Império do Divino Espírito Santo de Alcântara-MA; Acervo  Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho.

Maçariquinho da beira da praia

Como é que a mulher roda a saia

É assim é assim é assim, oh lelê

É assim que a mulher roda a saia…

Rolinha saiu do bando

Num pé de arroz sentou, xô rolinha

Fogo fagô, xô rolinha

Fogo fagô, xô rolinha…

Eu sou eu sou eu sou

Eu sou jacaré boiô

Sacode o rabo jacaré, sacode o rabo jacaré

E sou jacaré boiô…

Minha mãe/Maninha cadê o pandeiro

Pandeiro rato roeu

Valei-me Nossa Senhora

Pandeiro não era meu

Só de uma banda, só de uma banda

Só de uma banda, de uma banda só…

Jabuti sabe ler

não sabe escrever

Trepa no pau e não sabe descer

Lê lê le lê le lê le lê…

(versos tradicionais do Carimbó de Caixa e Cacuriá/MA, registrados por: Caixeiras da Casa de Nagô e Casa das Minas/Cds 1 e 2 “Caixeiras do Divino Espírito Santo de São Luís do Maranhão”;  Rosa Reis/Cd Alecrim Cheiroso e Dona Teté/Cd Coletânea Cacuriá de Dona Teté; do Carimbó do Pará (Maçariquinho);  do Lundum – Marambiré/PA (Maninha cadê o pandeiro) Comunidade do Pacoval/Cd Marambiré – Cancioneiro Paraense Vol. 3); e do Samba de Cacete/PA (Jabuti), Comunidade Vacaria – Cametá/Cd Bumbarqueira)

“A brincadeira cultural e artística bambaê situa-se num vasto ciclo de folguedos manifestados a partir da fé no Divino Espírito Santo, dentre os quais estão o caroço, cacuriá, corêro, carimbó das caixeiras e outros que utilizam a caixa do Divino Espírito Santo, (instrumento de percussão) como base destas expressões.”

(Bambaê; subsídios para história de um baile popular, in Boletim da Comissão Maranhense de Folclore – nr. 45)

Uma das expressões do Bambaê Maranhense, o Carimbó de Caixa ou Carimbó de Caixeiras é uma dança-brincadeira das Caixeiras da Festa do Divino Espírito Santo do Maranhão, realizada após a derrubada do mastro, quando se reúnem para tocar caixa e dançar –  para “vadiar”, como elas dizem. Esta brincadeira tradicional é “matéria-prima” inspirativa do “Cacuriá” –  uma versão artística contemporânea,  que inclui também contribuições de outros gêneros nordestinos como o caroço, valsa, lelê e baião -,  difundido nacionalmente por Dona Teté (in memorian), Caixeira do Divino, com artistas do “LaborArte” – Laboratório de Expressões Artísticas, de São Luís – Grupo “Cacuriá de Dona Teté”.

Dança de rebolado, o Carimbó de Caixa é um dos mais expressivos gêneros do Bambaê, “primo-irmão” de outras manifestações dançantes da Costa da Amazônia e região Nordeste – como o  Carimbó, o Samba de Cacete, o Lundum e o Bambaê do Rosário, no Pará; o Marabaixo do Amapá; e o Caroço, de Tutóia / MA – Delta do Parnaíba…, com as quais comunga o rebolado e alguns de seus versos-cantorias,  cujas expressões corporais e gestualidades na dança remetem aos animais, aves e peixes típicos destas regiões: Jabuti, Jacaré, Bagre, Rolinha, Caranguejinho, Maçariquinho… além de versos tradicionais, transcriações do cancioneiro popular brasileiro e criações de improviso;  e mais composições contemporâneas – de Rosa Reis, Cecé Ferreira, Isabel Mendonça, Paloma Sá, Tião Carvalho, Graça Reis, Henrique Menezes e outros artistas no Maranhão e no Brasil.

Cacuriá de Dona Teté – Laborarte / São Luís- MA:

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BUMBA-MEU-BOI do MARANHÃO – AMAZÔNIA ATLÂNTICA

Festa da Morte do Boi de Mestre Apolônio Melônio / Bumba-Meu-Boi da Floresta, no bairro da Liberdade – São Luís / MA, SET2013; fotos de Maria Esperança e Cleber Cajun.

“Se não existisse o Sol

Como seria pra Terra se aquecer

Se não existisse o Mar

Como seria pra Terra sobreviver

Se não existisse o Luar

O Homem viveria na escuridão

Mas como existe tudo isso meu povo

Eu vou guarnecer meu batalhão de novo”

(Toada do Bumba-Meu-Boi da Maioba – São Luís/MA)

O Bumba-meu-boi constitui uma dança dramática de representação social que articula valores de etnia, cultura e classe. É reinterpretado comunitariamente Brasil a dentro, em variantes do Maranhão, Piauí, Pará , Amazonas, Ceará, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, entre outros estados, seja no ciclo junino e joanino, como no ciclo natalino e durante as festas de Reisado. Folguedo Popular de grande importância artística, social e cultural, teatro vivo e entretenimento que dignamente representa o brasileiro na sua tríplice miscigenação, esta brincadeira funde aspectos das culturas negras, indígenas e ibéricas e tem sua origem vinculada às atividades de pecuária, compreendendo ações atribuídas principalmente ao povo negro e mestiço desde o período colonial.

É tema de inúmeras manifestações populares em todo o Brasil. Do Boi de Mamão de Santa Catarina aos grandes espetáculos amazônicos do Boi de Parintins, de norte a sul do país encontramos gêneros populares que tem o Boi como figura central.

No Maranhão, o Bumba Boi é um fenômeno sócio-cultural de enormes proporções cujo auge do ciclo – o batismo do Boi – acontece no dia de São João. Num festejo que remonta aos ritos pagãos de comemoração do solstício de verão no hemisfério norte, onde eram acesas enormes fogueiras, as festas juninas brasileiras tem São João Batista, sincretizado com Xangô – o orixá do trovão – como padroeiro maior, e a ele são oferecidos como pagamento de promessas ou afirmação da devoção as brincadeiras de Bumba Boi maranhenses.

Num ciclo longo e altamente ritualizado que compreende o nascimento do Boi após o carnaval, seu batismo em 24 de junho, e sua morte em período que varia de agosto a dezembro, centenas de grupos de todo o estado (há mais de cem grupos só na ilha de São Luís) movimentam um mercado cultural que compreende o lançamento de dezenas de CDs inéditos, a montagem de centenas de arraiais, a confecção de milhares de instrumentos e dezenas de milhares de fantasias virtuosisticamente bordadas em mosaicos de miçangas e canutilhos, além de tomar a programação de quase todas as rádios locais e comprometer grande parte do orçamento dos órgãos públicos de turismo, cultura e lazer, bem como o das próprias comunidades, alterando ânimos como em torcidas de futebol e alçando os principais cantadores à categoria de estrelas.

Baseado num auto que tem como personagens principais Catirina, a mulher grávida que deseja comer a língua do boi, Nego Chico, seu marido e vaqueiro encarregado de cuidar do boi, o Amo, fazendeiro dono do boi e puxador das toadas e o próprio boi, participam ainda da trama o médico, o Pajé, os vaqueiros, os caboclos de pena, os rajados, os cazumbás e as índias tapuias, entre outros. Se o enredo do auto se parece na maioria dos grupos, a música, a dança e a indumentária se diferem fundamentalmente. Com dezenas de sotaques, como eles chamam a especificidade de cada conjunto, são seis os mais conhecidos: o de matraca ou da Ilha, de Pandeirões ou Pindaré, da Baixada ou Viana, de Zabumba, de Orquestra e de Costa-de-Mão.

(por Patrícia Ferraz, in “Apostila Danças Circulares da Amazônia” – Mana-Mani / 2010)

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