Chamada-Convite MANA-MANI.2017 / curso livre “Danças Circulares dos Povos” a ReCriar Nossa Aldeia-Mundo!

aldeia-mundo

… o mundo só pode ser salvo se for outro,
se esse outro mundo nascer em nós
e nos fizer nascer nele…

– Mia Couto, escritor moçambicano, in “Cada homem é uma raça”; foto de Rafael Salgado.

O CURSO LIVRE MANA-MANI 2017/ DANÇAS CIRCULARES DOS POVOS a reCRIAR nossa ALDEIA-MUNDO! é  uma jornada formativa com mais de 50 danças circulares, permeadas pela transdisciplinaridade (arte-ciência-tradição-espiritualidade) com foco em valores humanos. Sob a focalização de MARIA ESPERANÇA TENETEHARA –  idealizadora do curso e co-criadora MANA-MANI ReCriando a Dança da VIDA, esta é uma iniciativa-síntese de suas amplas e significativas experiências de formação, criação e realização cultural transdisciplinar-holística, nos últimos 15 anos, com danças circulares e brasileiras dos povos, desde a Amazônia – Belém / Pará. Após longos anos sendo ofertado espontaneamente, em Belém, atualmente o curso pode ser realizado em outros cenários do Brasil e do Mundo, a partir de convite-contrato negociado entre as partes interessadas. 

CONVITE-PROPOSTA destinada a  pessoas da Amazônia, do Brasil e do Mundo –  público em geral,  profissionais e estudantes das áreas de saúde, cultura, arte, educação e terapias holísticas – com interesse tanto em iniciar ou reciclar a  jornada d@ “Focalizador/a de Danças Circulares”; quanto em conectar e ampliar suas potencialidades de saúde, autoconhecimento, criatividade e expressão humana no mundo – pessoal, profissional, socioambiental e global. 

PROGRAMA e CARGA HORÁRIA: O curso está organizado em 04 ENCONTROS de ENSINO-APRENDIZAGEM CRIATIVA (Alvorada / Potência / MuDança / Constelação), um a cada mês, com aulas aos finais de semana – Baile Circular às Sexta-Feiras, 19h30 às 22h00; Oficina aos Sábados e Domingos, 08h30 às 17h30, totalizando 64hs de oficinas e 08 hs de rodas abertas ao público, com um significativo acervo de danças e conteúdos simbólicos das artes e culturas do mundo :

  • Danças gregas, judaicas, sufi-árabes, ciganas, turcas, irlandesas, escocesas, kurdas, célticas, ibéricas, brasileiras de matrizes e transcriações culturais indígenas, africanas, asiáticas e ibéricas de diversos povos –  toré, lundu, carimbó,  retumbão, ciranda, cacuriá, mazurca, contradança, valsinhas de encantaria, sambadas…  e mais danças até dizer chega!!!

Valores Humanos e alguns temas-Referências que permeiam as danças:

– Vitalidade, Alegria, Integridade, Amor, Poesia, Sabedoria, Espiritualidade…

– Origem, expansão e perspectivas do Movimento “Danças Circulares dos Povos”;

– A Roda, o Centro, a Direção… Linguagem dos Símbolos na Roda da Dança;

– Contextos culturais e potências poéticas do acervo de danças vivenciadas;

– InterCulturalidades, Encontros PoÉticos e EnCantamentos na Roda da Dança;

– Educação para a Cultura de PAZ, Saúde e CRIATIVIDADE com Danças dos Povos;

– Danças da AMAZÔNIA, AutoConhecimento BRASIS e ConsCiência Planetária;

– Tornar-Se Focalizador: um Artista-Terapeuta-Educador… ReCriador do MUNDO!

Sobre a Focalizadora:

maria-imagem-customizadaAmazônida brasileira de Sababa / Costa Atlântica-MA, radicada há 24 anos em BELÉM – PARÁ, com ampla circulação na Amazônia e região Nordeste do Brasil, MARIA ESPERANÇA é profissional de formação e atuação cultural transdisciplinar-holística, pioneira e importante referência em Danças Circulares dos Povos na região Norte – Amazônia, através da ONG MANA-MANI, de sua co-autoria. Nos últimos 15 anos, com uma rica rede de dançantes, comunidades e organizações culturais, incorporou um significativo acervo de danças e conteúdos simbólicos das artes e culturas dos povos; os quais organiza, traduz, recria e compartilha, continuamente, como tecnologias contemporâneas e emergentes de comunicação, educação e cultura  para a PLENITUDE HUMANA. Tem formação na abordagem transdisciplinar-holística pela UNIPAZ/DF; Educação em Valores Humanos, pela FUND.PEIROPOLIS/MG-SP; Danças Circulares, por MANA-MANI e TRIOM/SP; Patrimônio Imaterial, pela UNESCO/BR.

Saiba mais:

CONTATOS: +55 91 98134-3426 / conexaomanamani@gmail.com

https://www.facebook.com/mariaesperanzza

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ALVORADA DE NATAL – BELÉM DA AMAZÔNIA/PARÁ

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“Assim na TERRA como no CÉU”,

Jornada brincante, poética e sagrada com danças, cantos e narrativas dos povos,

 luzindo amor e plenitude em nosso Corpo-Cidade-Mundo. 

COMO PARTICIPAR!

INVESTIMENTO: R$80,00 – inscrições antecipadas, até 02 DEZ. / vagas limitadas!

QUANDO e LOCAL: 17 de DEZEMBRO, 09h00 às 17h00, na UEPA – CCBS (Tv. Perebebuí com Av. Alte. Barroso – Marco, Belém-PA).

INSCRIÇÕES e MAIS INFORMAÇÕES:  conexaomanamani@gmail.com / (91) 98134-3426

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Constelação BRASIS no Coração da Amazônia – Manaus/AM!

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“Esses cantos, esses toques e essas danças são as pedras do meu céu

e as estrelas do meu chão.” (Antônio Nóbrega)

…danças brasileiras de matrizes e interculturalidades indígenas, africanas, asiáticas e européias dos diversos povos do mundo; danças contemporâneas de coreografias autorais com músicas da MPB; danças brincantes, meditativas, devocionais e de trabalho… e mais danças, narrativas, toques, cantorias até dizer chega!!!

CorpOraliddes PoÉticas de autoConhecimento Brasis e diásporas-travessias-cheganças humanas por diferentes e complexos cenários – dentro e fora de nós, a inspirar e repercutir ações criativas, inovadoras e ético-amorosas em nossa Aldeia-Mundo!   

SERVIÇO!

O QUE: Curso Livre DANÇAS CIRCULARES DOS POVOS – IV ENCONTRO!

(https://blogmanamani.wordpress.com/2016/01/30/dancas-circulares-formacao-mana-mani-manaus-am/)

  • Temática: Constelação BRASIS – Danças Circulares Brasileiras

QUANDO e LOCAL: 18 a 20 NOV / MANAUS – AM

  • BAILE CIRCULAR – 18 NOV, às 19h00 no Largo São Sebastião
  • OFICINA – 19 e 20 NOV, 08h30 às 17h30 no Parque do Idoso.

INVESTIMENTO: R$200,00 – inscrições antecipadas; R$250,00 – a partir do dia 15 nov; inclui  material didático.

INSCRIÇÕES e MAIS INFORMAÇÕES: (92) 98211-8090 / (92) 98135-0006.

REALIZAÇÃO: RODA MANAWARA/AM & MANA-MANI/PA


Sobre a Focalizadora:

maria-imagem-customizadaMARIA ESPERANÇA TENETEHARA é amazônida brasileira de Sababa / Costa Atlântica-MA, radicada em BELÉM – PARÁ, com ampla circulação na Amazônia e região Nordeste do Brasil,  é profissional de formação e atuação cultural transdisciplinar-holística, há quinze anos destacando-se como  FOCALIZADORA das DANÇAS CIRCULARES do MUNDO e  CULTURAS VIVAS BRASILEIRAS. Tem Formação Holística de Base, UNIPAZ –  Brasília/DF, e outros cursos livres: Educação em Valores Humanos/Fund. Peirópolis-SP/MG; Danças Circulares dos Povos/Ong Mana-Mani-TRIOM/SP; Patrimônio Imaterial/UNESCO Brasil; e mais significativa Formação na “Escola Brasileira de Tradição Oral” – 15 anos de pesquis-ações com nossas culturas  e seus artistas-mestres brincantes.

Pioneira e importante referência em Danças Circulares dos Povos na região Norte – Amazônia, através da ONG MANA-MANI, de sua co-autoria, e de uma rica rede de dançantes, comunidades e organizações culturais, incorporou um significativo acervo de danças e conteúdos simbólicos das artes e culturas dos povos; os quais organiza, traduz, recria e compartilha, continuamente, como tecnologias contemporâneas e emergentes de comunicação, educação e cultura  para a PLENITUDE HUMANA.

Ao longo de sua jornada profissional acumulou ricas experiências de trabalho com um amplo e diverso público, em programas livres com danças circulares, por Mana-Mani como também à convite de diferentes organizações – UNAMA / UEPA / UFRA / ICMBio / EGPA / SEMEC / SESC / FCV / IAP… além de autoria e parcerias em projetos premiados de valorização do patrimônio cultural brasileiro – FUNARTE / MINC / SECULT-PA.

Saiba mais:

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Dançar a VIDA, ReCriar o Mundo! Curso Livre Mana-Mani.2016

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… o mundo só pode ser salvo se for outro,
se esse outro mundo nascer em nós
e nos fizer nascer nele…

– Mia Couto, escritor moçambicano, in “Cada homem é uma raça”

O CURSO LIVRE – Dançar a VIDA, ReCriar o MUNDO!  é  uma jornada formativa em 64 danças circulares, permeadas pela transdisciplinaridade (arte-ciência-tradição-espiritualidade) com foco em valores humanos, sob a facilitação de MARIA ESPERANÇA TENETEHARA –  idealizadora do curso e co-criadora MANA-MANI ReCriando a Dança da VIDA: uma iniciativa-síntese de amplas e significativas experiências de formação, criação e realização cultural transdisciplinar-holística, nos últimos 15 anos, com danças circulares e brasileiras dos povos, desde a Amazônia – Belém / Pará.

CONVITE-PROPOSTA destinada a  pessoas da Amazônia, do Brasil e do Mundo –  público em geral,  profissionais e estudantes das áreas de saúde, cultura, arte, educação e terapias holísticas – com interesse tanto em iniciar ou reciclar a  jornada d@ “Focalizador/a de Danças Circulares”; quanto em conectar e ampliar suas potencialidades de saúde, autoconhecimento, criatividade e expressão humana no mundo – pessoal, profissional, socioambiental e global. 

PROGRAMA e CARGA HORÁRIA: O curso está organizado em 04 ENCONTROS de ENSINO-APRENDIZAGEM CRIATIVA (Alvorada / Potência / MuDança / Constelação), um a cada mês, com aulas aos finais de semana – Baile Circular às Sexta-Feiras, 19h30 às 22h00; Oficina aos Sábados e Domingos, 08h30 às 17h30, totalizando 64hs de formação básica com um significativo acervo de danças e conteúdos simbólicos das artes e culturas do mundo :

  • Danças gregas, judaicas, sufi-árabes, ciganas, turcas, irlandesas, escocesas, kurdas, célticas, ibéricas, brasileiras de matrizes e transcriações culturais indígenas, africanas, asiáticas e ibéricas de diversos povos –  toré, lundu, carimbó,  retumbão, ciranda, cacuriá, mazurca, contradança, valsinhas de encantaria, samba –  de coco, de cacete, de roda…  e mais danças até dizer chega!!!
  • Valores Humanos e alguns temas-Referências que permeiam o ensino das danças:

– Vitalidade, Alegria, Integridade, Amor, Poesia, Sabedoria, Espiritualidade…

– Origem, expansão e perspectivas do Movimento “Danças Circulares dos Povos”;

– A Roda, o Centro, a Direção… Linguagem dos Símbolos na Roda da Dança;

– Contextos culturais e potências poéticas do acervo de danças vivenciadas;

– InterCulturalidades, Encontros PoÉticos e EnCantamentos na Roda da Dança;

– Educação para a Cultura de PAZ, Saúde e CRIATIVIDADE com Danças dos Povos;

– Danças da AMAZÔNIA, AutoConhecimento BRASIS e ConsCiência Planetária;

– Tornar-Se Focalizador: um Artista-Terapeuta-Educador… ReCriador do MUNDO!


SERVIÇO – TURMA MANAUS/AMAZONAS!

QUANDO:

  • ALVORADA – 1º Encontro / 03 a 05 de JUNHO;
  • POTÊNCIA – 2º Encontro /  19 a 21 de AGOSTO;
  • MuDANÇA – 3º Encontro /  21 a 23 de OUTUBRO;
  • CONSTELAÇÃO – 4º Encontro / 18 a 20 de NOVEMBRO.

LOCAL: Parque do Idoso, Av. Rio Mar / Nossa Sra. das Graças, Manaus – AM.

INVESTIMENTO: R$250,00 com material didático; descontos p/inscrições antecipadas.

INSCRIÇÕES e MAIS INFORMAÇÕES: (92) 98211-8090 / (92) 98135-0006.

REALIZAÇÃO: MANA-MANI e RODA MANAWARA.


Sobre a Focalizadora:

maria-imagem-customizadaMARIA ESPERANÇA TENETEHARA é amazônida brasileira de Sababa / Costa Atlântica-MA, radicada em BELÉM – PARÁ, com ampla circulação na Amazônia e região Nordeste do Brasil,  é profissional de formação e atuação cultural transdisciplinar-holística, há quinze anos destacando-se como  FOCALIZADORA das DANÇAS CIRCULARES do MUNDO e  CULTURAS VIVAS BRASILEIRAS. Tem Formação Holística de Base, UNIPAZ –  Brasília/DF, e outros cursos livres: Educação em Valores Humanos/Fund. Peirópolis-SP/MG; Danças Circulares dos Povos/Ong Mana-Mani-TRIOM/SP; Patrimônio Imaterial/UNESCO Brasil; e mais significativa Formação na “Escola Brasileira de Tradição Oral” – 15 anos de pesquis-ações com nossas culturas  e seus artistas-mestres brincantes.

Pioneira e importante referência em Danças Circulares dos Povos na região Norte – Amazônia, através da ONG MANA-MANI, de sua co-autoria, e de uma rica rede de dançantes, comunidades e organizações culturais, incorporou um significativo acervo de danças e conteúdos simbólicos das artes e culturas dos povos; os quais organiza, traduz, recria e compartilha, continuamente, como tecnologias contemporâneas e emergentes de comunicação, educação e cultura  para a PLENITUDE HUMANA.

Ao longo de sua jornada profissional acumulou ricas experiências de trabalho com um amplo e diverso público, em programas livres com danças circulares, por Mana-Mani como também à convite de diferentes organizações – UNAMA / UEPA / UFRA / ICMBio / EGPA / SEMEC / SESC / FCV / IAP… além de autoria e parcerias em projetos premiados de valorização do patrimônio cultural brasileiro – FUNARTE / MINC / SECULT-PA.

Saiba mais:

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ILUMINURAS na Marambaia!

ILUMINURAS - DEZEMBRO NA MARAMBAIA

 “E a luz, aquela luz
ainda pulsa sobre a mata…
E, nas estrelas,
o brilho dos teus olhos
ainda me encanta…”

ILUMINURAS,  do artista marambaiano Heraldo Goez, é uma singela mostra poético-musical de sua primeira obra-livro “Navegando Estrelas – Poesia na Madrugada”  a luzir rios de beleza e encantamento sob o “Céu de Estrelas” da  Lua Nova de Dezembro na Marambaia – Anfiteatro da Praça Dom Alberto Ramos – BELÉM/PARÁ. 

Em formato de pocket show, “Iluminuras” inicia um ciclo de apresentações do poeta-cantor-compositor-violonista, a serem colaboradas em parcerias diversas em prol de financiamento para publicação desta obra literária “Navegando Estrelas – Poesia na Madrugada”,    em processo de contratação pela Chiado Editora,  uma editora portuguesa especializada na publicação de autores portugueses e brasileiros contemporâneos. O público que se presentear com Iluminuras, além de vivenciar e encantar-se com uma experiência estética maravilhosa, poderá levar para casa uma amostra de músicas e uma versão eletrônica em pdf do livro  em formato de cd artesanal;  Em troca, uma simbólica contribuição a fomentar  a publicação e a distribuição desta importante obra literária amazônida nas maiores redes livreiras de Portugal e do Brasil.


16418_745819045499657_8249661337850267246_n+ sobre HERALDO GOEZ

Artista da poesia, da música e da imagem, com iniciação estética no contexto familiar, influenciada especialmente por seus pais: Paula Góes, uma dona de casa narradora de histórias e cantadeira com voz afinada, habilidades herdadas da rica tradição mitopoética e musical amazônida de Marapanim-PA onde nasceu; e de Tomé Góes, um garçom de profissão, amante dos clássicos da música popular e literatura brasileiras – Nelson Gonçalves, Lupicínio, Noel Rosa, Cartola; Jorge Amado, José Lins do Rego e outras referências artísticas.

Uma experiência mágica ao final da infância – visão de uma luz no céu, pairando acima das matas da Marambaia – Belém – Amazônia; influências musicais marcantes de sua juventude – Elomar, Xangai, Walter Freitas, Pink Floyd; e uma temporada de ricas experiências artísticas e educativas em São Paulo a partir de 1980 – interações estéticas, saraus poético-musicais, shows, festivais, formação acadêmica em “design e publicidade” ampliam e refinam suas vivências culturais, resultando em um estilo original e criativo de “ousar ser” poeta, cantor, compositor e  violonista “autoral”, além de artista visual na Amazônia.

CAPA DO LIVRODe volta à sua “Aldeia-Mundo” Marambaia-Belém/PA, em meados de 2014, sua obra poética  emerge com grande intensidade, beleza e singularidade, fomentando a sua primeira obra-livro: NAVEGANDO ESTRELAS – Poesia na Madrugada. Uma desafiante e lírica travessia pelos rios e constelações da alma, metaforizada poeticamente em 69 poemas entrelaçados, contas de um precioso colar-história amorosa, tecido a partir das próprias experiências do autor; Também ressoam o romantismo dos trovadores ibéricos e árabes medievais, a filosofia quântica, as tradições espirituais orientais e o imaginário poético amazônida.  Esta criação literária no gênero poesia é matéria-prima para a expressão da potência musical do autor, organizada em formato de shows, dos quais: ILUMINURAS a luzir constelações da alma.

Links do artista:

SERVIÇO

  • O QUÊ:
    Pocket Show ILUMINURAS de HERALDO GOEZ e Convidados
  • QUANDO:
    Quinta-Feira, dia 10 de Dezembro às 19h00
  • LOCAL:
    AnfiTeatro da Praça Dom Alberto Ramos – Av. Rodolfo Chermont, sn Marambaia – Belém/PA
  • ACESSO:
    Livre-gratuito para todos os públicos
  • COLABORAÇÃO:
    Espontânea – aquisição do CD Livro Canções & Poesia “NAVEGANDO ESTRELAS – Poesia na Madrugada”; valor sugerido: R$15,00 
  • INFORMAÇÕES: (91) 98134-3426 / conexaomanamani@gmail.com

Realização

Logo base MANA-MANI

Apoio

Assoc. UNIÃO e TRABALHO

SEMMA – Belém / PA

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Baile CIRCULAR MARAMBAIÁ

Dançando o TAO da Cultura de PAZ

Dançando a BELEZA da Nossa Hu-MANIDADE!

Praça DOM ALBERTO RAMOS / MARAMBAIA – AMAZÔNIA – BELÉM,

 18 de Setembro de 2015 / a partir das 19h00.

ACESSO LIVRE e GRATUITO para TODOS os PÚBLICOS!

co-Labore na divulgação: cartaz Roda MARAMBAIÁ

Danças de Roda dos quatro cantos do mundo – Brasileiras, Gregas, Irlandesas, Árabes, Judaicas, Ciganas, Indígenas, Francesas, Indianas, Turcas, Russas, Escocesas…

e mais danças, cantorias, poesias, toques e trocas,  até dizer chega!!!

com Maria Esperança e Convidados – Focalizadores, Artistas, Brincantes e Dançantes das Rodas da Dança e da Vida.

 Um Convite ao ENCONTRO POÉTICO, LÚDICO, AMOROSO e PACÍFICO com o EU e o OUTRO em COMUNIDADE – DIFERENTES PESSOAS da NOSSA MARAMBAIA – BELÉM – PARÁ – AMAZÔNIA – BRASIL – MUNDO!

Expressando e Celebrando a BELEZA da Nossa Hu-MANIDADE!

Realização

logo mana-maní

Apoio

Associação UNIÃO e TRABALHO / Pça. DOM ALBERTO RAMOS

COLETIVO MANA AVU

JARDEL INFORMÁTICA

GRUPO VAGALUME BOI-BUMBÁ

GRUPO SOM MAÚMA

SEMMA Secretaria Municipal de Meio Ambiente

Saiba mais / localização do evento:

Av. Rodolfo Chermont, s/n – Pça. Dom Alberto Ramos – Marambaia

PÇADOMALBERTORAMOS

Acesse o MAPA: https://www.google.com.br/maps/place/Pra%C3%A7a+Dom+Alberto+Ramos/@-1.398361,-48.4540546,15z/data=!4m2!3m1!1s0x0:0xd7015bcf0a2dfa06

Linhas de Transporte Público:

  • MARAMBAIA  VER-O-PESO (passa em frente, indo e vindo);
  • TELÉGRAFO / SACRAMENTA-NAZARÉ / MÉDICE PRES.VARGAS (passa próximo; descer no final da Av. Tavares Bastos com Rodolfo Chermont; OU na Rua da Mata com Rodolfo Chermont – esquina da FEIRA).

Outras informações:

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Flor-e-Ser BRASIS! Carta Aberta às Crianças da Amazônia – Escola Fernando Guilhon/Tomé-Açu – PARÁ!

Dance-Ti!

Olá Crianças Lindas da Escola Fernando Guilhon!

Bom Dia com um Grande Abraço, Amor e Alegria!

Sou Maria Esperança, amazônida pará-maranhense, focalizadora, dançante e pesquisadora das Danças Circulares dos Povos, e escrevo a vocês, neste final de mês especial de lindezas brasileiras, para compor a festa de celebração da escola, nesta sexta-feira de lua cheia, à convite da nossa querida mana-professora MIRA MENDES.

Há 15 anos, tenho o imenso prazer e gratidão em conhecer ao vivo, em nossas comunidades rurais da Amazônia, com muitas crianças, como vocês, e também muitos mestres – grande parte já idosos, uma parte das nossas culturas “folclóricas”, que eu gosto de chamar de “culturas vivas”:

Festas de Santos com Rezas, Cortejos de Rua e Rios, Danças, Cantos, Ritmos, Brincadeiras de Mascarados, Histórias de Matinta Perera, Sereia, Boto, Curupira e outros Seres Encantados, Saias Rodadas, Mil-e-Uma Fitas de Cetim Multicoloridas, Tambores, Rabecas, Maracas…

CARIMBÓ, MARUJADA, SAMBA-DE-CACETE, MARAMBIRÉ,

BRINCADEIRA DOS PRETINHOS, BUMBA-MEU-BOI, BAMBAÊ,

COCO, CIRANDA, MARABAIXO…

Querid@s!!! São muitas as nossas LINDEZAS AMAZÔNIDA-BRASILEIRAS que trazem contribuições culturais milenares dos POVOS dos QUATRO CANTOS da TERRA – indígenas, africanos, europeus, asiáticos-, expressam diferentes linguagens/formas de SABER-FAZER-SER-CONVIVER na VIDA e com a VIDA,   que  são IMPORTANTES  para TODOS NÓS re-CRIARMOS o novo MUNDO,  e  NÃO ESQUECERMOS QUEM SOMOS:

SERES HUMANOS que expressam-produzem e precisam-consomem (como o ar que respiramos) a BELEZA, o AMOR, a CRIATIVIDADE, a ALEGRIA, a IDENTIDADE-PERTENCIMENTO, a SABEDORIA… em conexão-UNIDADE com o SAGRADO, a COMUNIDADE e a NATUREZA! 

TODAS as CRIANÇAS do nosso BRASIL tem o sagrado DIREITO  de conhecer e viver estas lindezas, para o seu DESENVOLVIMENTO HUMANO, pois estas culturas folclóricas constituem um patrimônio precioso que estimula-desenvolve as nossas múltiplas inteligências e competências TÍPICAS do SER HUMANO UNIVERSAL: inteligências cognitivas, criativas e ético-amorosas. 

Diante do contexto de múltiplos e imensos desafios em nossas cidades urbanas e rurais, no Pará, na Amazônia e no Mundo, incluindo também a destruição, a invisibilidade, o preconceito e o desrespeito a  muitas das comunidades, mestres e artistas-brincantes produtores e transmissores destas riquezas culturais que são de grande importância pra tod@s nós, aposto e confio nas atividades de educação-formação-transformação e celebração, com as nossas danças de roda dos povos, em parceria com muitas pessoas, de diferentes formas, que não caberia descrevê-las neste curto espaço de uma carta; mas ressaltando que a professora Mira Mendes, a sua escola e cada um/a de vocês fazem parte desta REDE (https://blogmanamani.wordpress.com/dancas-circulares-da-amazonia-revelando-e-celebrando-brasis/).

Assim, fico imensamente GRATA em saber que vocês estejam vivenciando e cultivando estas nossas raízes culturais que se fortalecem e se renovam cada vez que dançamos, cantamos, narramos e ouvimos histórias, de ontem, de hoje e de sempre… em grupo, em comunidade, na escola, na praça e outros diversos lugares, nutrindo e ampliando as nossas potencialidades de SERES CRIADORES de NOVOS MUNDOS,  de SERMOS PLENAMENTE HUMANOS e FELIZES, com a CARA DO BRASIL, manifestando a nossa ALMA AMAZÔNIDA –  síntese do encontro, da sabedoria e da beleza de TODOS OS POVOS!

Com um beijo no coração de cada um e cada uma de vocês, CRIANÇAS-FLORES BRASILEIRAS da Nossa Escola FERNANDO GUILHON – TOMÉ-AÇU e de todas as Escolas e Comunidades da AMAZÔNIA!

A MENINA CRIADORA

Feliz Flor-e-Ser BRASIS!

Maria Esperança Alves,

Marambaia/Belém, dia 28 – Sexta-Feira de Lua Cheia, Agosto de 2015.

(Imagens: Dance-Ti e Menina Criadora do Mundo, de Cleber CAJUN)

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DANÇAS BRASILEIRAS, PoÉticas Brincantes do MUNDO!

MOSAICOMAINUMY

acervo MANA-MANI

“Isso o povo daqui faz por uma devoção.

É uma devoção que a gente tem com o santo,

E por isso canta e dança conforme fez agora.

Agora, tem gente que aparece que chama isso de folclore.”

(Fala de um Dançador do Congo, em Machado – MG, in  “O Que É Folclore”, por Carlos Rodrigues Brandão)

As danças populares e tradicionais brasileiras  integram um patrimônio multiétnico/cultural precioso, quintessência da arte de povos milenares dos quatro cantos do mundo, conservada e ao mesmo tempo recriada pela tradição oral –  processo comunicacional que se fundamenta na memória e na corporalidade viva,  tanto na relação virtual com a ancestralidade  quanto na relação presencial contemporânea, de “corpo-e-alma”, com e por uma vasta rede de mestres e artistas “brincantes”(*) – protagonistas da nossa cultura viva, nos mais diversos Brasis.

Inseridas em grandes e bicentenárias manifestações culturais, onde a arte é integral (indissociáveis dança-música-poesia-teatro-ritual), comunitária, vivencial e integrada à VIDA, contemporânea e atemporal,  as nossas danças brasileiras expressam enorme sofisticação estética  de seus artistas-brincantes, como também grande flexibilidade e criatividade na organização física; exercem  papel fundamental na organização das relações sociais,  na formação ética e afirmação identitária de suas comunidades; e ao mesmo tempo, como outras artes/terapias corporais reconhecidas e valorizadas (Tai Chi, Judô, Karatê, Yoga, Balé, Dança Contemporânea…), constituem-se em potencial instrumento-tecnologia para a saúde, a formação e a inspiração do ser humano universal – no Brasil e no Mundo.

A partir da abordagem transdisciplinar-holística, preconizada pela UNIPAZ Universidade da Paz, formação em danças circulares dos povos, e treze anos Mana-Mani de pesquisações, vivências e ensino-aprendizagem das nossas danças/culturas brincantes e devocionais brasileiras, destacamos  suas potenciais contribuições, dentre outros aspectos:

  • Integração e Inteireza / harmonia de corpo-e-alma;
  • Coordenação motora, ritmo, sintonia, fluidez e flexibilidade; 
  • Desenvolvimento das múltiplas potencialidades humanas com a inclusão do corpo, da arte, do lúdico, do belo, do prazer, da alegria, da diversidade e da conexão com o sagrado na roda-processo de vivência, encontro, celebração, aprendizagem;
  • AutoConhecimento e expressão identitária BRASIS para o SABER-FAZER-SER-CONVIVER em Beleza, Criatividade e Amorosidade na Circularidade do MUNDO;
  • Vivência dos Valores Humanos e Expressão da Cultura de PAZ na Diversidade do Mundo e com o Mundo em Unidade – pessoal, social e ambiental.

Anotações sobres algumas Manifestações e suas CorpOralidades PoÉticas:

MARUJADA DE SÃO BENEDITO – AMAZÔNIA BRAGANTINA / PARÁ

CARIMBÓ / AMAZÔNIA – PARÁ – BRASIL

SAMBA-DE-CACETE – AMAZÔNIA TOCANTINA / PARÁ

MARAMBIRÉ DE ALENQUER – AMAZÔNIA OCIDENTAL / PARÁ

MARABAIXO –  FOZ DO AMAZONAS, NO MEIO DO MUNDO / AMAPÁ

BRINCADEIRA DOS PRETINHOS – AMAZÔNIA BRAGANTINA / PARÁ

BAMBAÊ / CARIMBÓ DE CAIXEIRAS / CACURIÁ DO MARANHÃO

TAMBOR DE CRIOULA – AMAZÔNIA ATLÂNTICA / MARANHÃO

BUMBA-MEU-BOI DO MARANHÃO / AMAZÔNIA ATLÂNTICA

DANÇAS CIRCULARES DOS POVOS / DANÇANTES DO MUNDO

(*) “Brincante” é o modo como os artistas populares se autodenominam. Eles não se dizem “dançarinos” ou “atores” ou “cantores”… mas sim brincantes, e dominam as várias linguagens artísticas de suas brincadeiras (as manifestações culturais tradicionais brasileiras / patrimônio imaterial do Brasil e do Mundo)  – canto, dança, percussão, interpretação, ritualística; expressando a TOTALIDADE da VIDA, em profunda e orgânica conexão com a comunidade, a natureza e o sagrado.

“Quanto mais se conhece as qualidades ancestrais, mais se conhece as identidades, o que permite sair da personalidade, que é limitadora, para a essência que é plena.”

(Kaká Werá Jecupé – educador, terapeuta, pajé, escritor, facilitador da UNIPAZ)

“Na música e na dança popular eu vivencio a essência de um povo e sua tradução artística. Daí eu posso ler o caráter, a imagem anímica, a vida e seus enraizamentos. 

… Deixei-me arrebatar pela vibração das danças populares, contagiado pelo fogo maravilhoso da comunidade, que realmente dava pra sentir fisicamente, em carne e osso. Trespassado por esta nova atmosfera sob céu aberto, senti a brisa fresca dos ventos, me abri para o júbilo das vozes, e vi os rostos, vi neles suas vidas.

É preciso dançar estas danças… é preciso se tornar muito presente para nos apropriarmos delas, para sentir  e vivenciar o seu efeito curativo e terapêutico. Então se abre, para o bailarino, a sua origem religiosa, o caminho para a unidade e a solução da passagem do singular para o comunitário, para um estar junto em vibração.

E fluem, então, energias aos dançarinos,

vindas de uma fonte que constantemente se regenera.”

(Bernhard Wosien – 1908/1986, iniciador do Movimento “Danças Circulares”)

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Sarau da Lua Cheia – Casa Rundembo-Axé-Di Jaciluango

sarau antonio poteiro

obra: Antônio Poteiro (http://www.antoniopoteiro.com/)

com Artistas da Casa Rundembo-Axé-Di Jaciluango (Grupos Sarau da Lua Cheia e Quarteto Musical) e Convidados!

  1. Cantos pra Lua (domínio público) / Grupo de Percussão Sarau da Lua Cheia;
  2. Canto das Mulheres / Mulheres do Grupo de Percussão Sarau da Lua Cheia;
  3. Cantos pra Oxum (domínio público) / Grupo Sarau da Lua Cheia;
  4. Performance “Dança do Vento” / Tainá Lima;
  5. Samba de Roda (domínio público) / Grupo “Sarau da Lua Cheia”; 
  6. Canto em Devoção aos Santos / Geowani Souza (Bochecha do Cavaco);
  7. Cantos da Mata / Waldir Ogan;
  8. Poema do Amor / Wilson Fonseca;
  9. Canto Lírico – Melodia Sentimental / Eugênia Pinon;
  10. Bancos da Vida / Edson Santana;
  11. Black Cabala / Edson Santana, Leonardo Venturieri e André Mcleuri;
  12. Mito “Criação da Noite” / Ana Luíza e André Macleuri;
  13. Cantos da MPB / Erick, Gisele Monteiro e Edson Santana;
  14. Roda de Carimbó em homenagem ao Mestre Verequete / Quarteto Musical e Grupo Sarau da Lua Cheia.
  • Grupo de Percussão Sarau da Lua Cheia:  Dandara Nobre, Maria Esperança, Mayara La Roque, Marília Teixeira,  Francisco do Tam-Tam e João do Tambor.
  • Quarteto Musical: Edson Santana, Tyron Nogueira, Bárbara e Érica Peres.

Serviço

QUANDO: 2ª Lua Cheia de Agosto / SÁBADO, dia 29 às 19h00

LOCAL: Casa Rundembo-Axé-Di-Jaciluango – Tv. Mariz e Barros, 1609 – fundos; entre Av. Marquês de Herval e Av. Visconde de Inhaúma – Pedreira / Belém – PA

ACESSO: Livre e Gratuito – confirmar presença antecipadamente (espaço limitado a 60 participantes) pela página facebook do evento:

https://www.facebook.com/events/730217650421286/

O QUE TRAZER: “Comes e Bebes” – frutas, pães, doces e salgados, sucos, refrigerantes e outras bebidas aGosto dos convidados…

MAIS INFORMAÇÕES: Edson Santana – 98995-3648 

Realização

Casa RUNDEMBO-AXÉ-DI JACILUANGO

Apoio

LOGO MANA-MANÍ - ESTILO NATURAL

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CARIMBÓ do PARÁ – AMAZÔNIA / BRASIL

 

Acervo Mana-Mani e Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro
O Carimbó está para o Norte assim como o forró está para o Nordeste. É música de festa onde se dança até o dia amanhecer. Absoluto na região do Salgado paraense, não há cidade onde não se encontre um desses conjuntos. Junção caprichosa do pé batido indígena com o rebolado africano o carimbó é um dos gêneros tradicionais mais significativos do país,  onde,  sem conflitos,  se reúnem o sagrado e o profano, devoção e diversão, tradição e contemporaneidade.
(Renata Amaral, artista da música brasileira/Grupos a BARCA e PONTO BR, in “Cd Quentes da Madrugada” – Carimbó de Santarém-Novo )

Acesse: 

O Carimbó, oficialmente um “Bem Cultural do Patrimônio Imaterial Brasileiro”, certificado pelo IPHAN desde 11 de Setembro de 2014, é dança, música, teatro, poesia, brincadeira, devoção… com vários estilos de expressão em comunidades rurais e urbanas dos quatro cantos do Pará – Amazônia/Brasil: manifesta-se com grande destaque na região do salgado – costa atlântica, onde possivelmente  organizou-se inicialmente, modelando o seu  protótipo matriz  que  também tem presença marcante na Ilha do Marajó e região do Baixo-Tocantins, além da capital paraense – Belém e região metropolitana, onde o Mestre Verequete (in memorian) é a grande referência, por sua contribuição ao reconhecimento e valorização do gênero junto às comunidades urbanas; comunga ainda, inúmeros elementos estéticos, com seu primo-irmão, o GAMBÁ,  na Amazônia Ocidental – região do Baixo Amazonas (municípios de Gurupá, Almeirim, Porto de Moz e Aveiro no Pará; e Mauá no Amazonas), sugerindo este como mais uma forma de expressão do carimbó em território amazônico.

“O carimbó se canta aqui, se canta ali, se canta lá…

Salve o Mestre Verequete, carimbó é do Pará!

Salve o Mestre Verequete, carimbó é do Pará!

Cantado em versos e prosa só muda o jeito de tocar,

de lugar pra lugar, só muda o jeito de dançar

De lugar pra lugar, só muda o jeito de dançar.

Carimbó praieiro vem da zona do salgado,

Carimbó marajoara vem dos campos e do alagado

Lá do baixo Tocantins, vem o jeito chamegado (…)”

(Dona Onete, artista da música paraense-brasileira, rainha do “carimbó chamegado”)

Dança de roda com rebolado africano e andamento indígena, animada ao som de batuques com grandes tambores típicos de outros gêneros brasileiros de origem bantu-africana – samba de roda, jongo, samba de cacete, tambor de crioula…, neste gênero chamado de “curimbós” (da palavra bantu  “kurimba” = música, cantar?!); nossas maracas indígenas e mais inúmeros instrumentos de percussão – matracas, milheiros, triângulos, ganzás, reque-reques, xeque-xeques…, o banjo e flautas (em alguns sotaques-expressões); e cantorias, tradicionalmente no estilo responsorial/pergunta-resposta (outra característica dos gêneros bantus), com versos de domínio público e inúmeras transcriações e composições contemporâneas, retratando o amor, a ludicidade, o cotidiano, a poética e as encantarias das águas e floresta amazônidas; realizado tanto em datas e festas típicas de devoção a São Benedito – quando inclui levantação e derrubamento de mastro, folias, alvoradas, novenas e ladainhas de origem ibérica –, quanto em festivais de música ou de forma livre em rodas e festas lúdicas, em celebração à Vida: são alguns dos muitos elementos estéticos do carimbó,  que nos remetem a uma matriz Cultural Bantu-Africana transCriada na Amazônia em interação com  as Culturas Indígenas da Grande Nação Tupinambá, e Culturas originárias de diversos povos da Europa, Ásia e Norte de África, sincretizadas na Ibéria Mediterrânea: 

  • “Tia Zazá e Tio Fabico”, em Marapanim (Terra do Grande  Mestre Lucindo e cidade de maior referência deste gênero) me contaram, em set2002, que mulheres negras, originárias do Maranhão, iniciaram a Festa de Carimbó em louvor a São Benedito, na vila-comunidade rural de “Maranhãozinho”, em tempos do Brasil Colônia – “Estado do Grão Pará e Maranhão” (estado criado pelo Marquês de Pombal na gestão imperial portuguesa de Dom José I, que no seu auge, ia da Amazônia Ocidental – região do atual estado do Amazonas,  à região Nordeste Ocidental, incluindo regiões dos atuais estados do Piauí e Ceará);
  • “Dona Luzia”, negra devota e festeira do Carimbó de São Benedito, na Vila de “Martins Pinheiro” – do município de Maracanã (antiga Vila de São Miguel de Cintra, Terra do Mestre Chico Braga/Ilha de Algodoal),   em Março de 2008, também me contou que o carimbó se originou ali, em tempos passados, quando sua vila foi um Quilombo, com suas ancestrais negras originárias do Maranhão;  
  • “Tio Celé”/Celestino Correa (in memorian), “Ticó”/Raimundo Correa e outros Mestres-Brincantes e Guardiões do Carimbó, integrantes da Irmandade de São Benedito, da cidade de Santarém-Novo,  narram a origem bicentenária desta tradição, por grupos negros, escravizados na região – à época, integrante da Vila de Cintra (atualmente cidade de Maracanã);
  • Na zona bragantina –  Ilha de Titica (pertencente ao município de Bragança até 1879; a partir de então, torna-se parte do município de Quatipuru –  criado pela Lei nr. 934, de 01 de Julho de 1879, e instalado de fato em Julho de 1883), conta Mestre Raimundo Borges/Grupo Raio de Sol e Tradição Oral de Quatipuru, que o Carimbó teria sua origem, integrado à Festividade da Marujada de São Benedito, cuja primeira edição acontece por volta de 1838, com a Capitôa “Maria Pretinha” – liderança da comunidade negra escravizada na ilha, propriedade à época da  Sinhá Henriqueta. Após a lei “áurea”, esta tradição e seus protagonistas teriam migrado para a sede do município de Quatipuru, um dos territórios contemporâneos do Carimbó, tanto integrado à Festa da Marujada, como também de forma livre em diversas rodas e festas lúdicas da sede e arredores.

De grande beleza, alegria e encantamento, são inúmeras as formas de expressão gestual na dança do carimbó, além de sua típica matriz corporal – rebolado com andamento ligeiro fluindo em circularidades diversas no espaço da dança:

  • dançantes dançam individualmente, de forma livre na roda, que gira em espiral no sentido anti-horário, ora brincando com um/a ora com outr@, de forma espontânea;
  • dança de pares, na roda-espiral de dançantes, obrigatoriamente, no Barracão da Festa de São Benedito de Santarém-Novo, onde também são exigidos trajes tradicionais (paletó e gravata para os homens e blusa de manga e saia longa e rodada para as mulheres), e experimenta-se algumas gestualidades características de acordo com a letra da música (a exemplo da Mariquinha, Matilde e do Peru e o  Iá – estes dançados à meia-noite): valsas, marchinhas, beijinhos, abraços, jorgar-se nos braços da dama ou do cavalheiro, jogo-disputa de parceiros… alternam-se e complementam o rebolado, andamento e circularidades na corporalidade brincante do carimbó;
  • dança de pares, ao centro da roda, na “dança do peru”, que integra a ritualística dançante da Marujada de São Benedito de Quatipuru, cuj@s damas e cavalheiros brincam-disputam entre si, utilizando a saia e a camisa como instrumentos de “enlaçe-cobertura”…

Estes são alguns dos elementos estéticos-culturais mais expressivos do nosso carimbó paraense, que tem ainda, na saia longa, rodada e florida; e nos movimentos de giro, sua grande graciosidade e beleza visual, potência poética para “Mil-e-Uma Voltas ao Mundo”: voltas em torno de Si, d@s Parceir@s e de Todo o espaço da Roda  da Dança, que expressam imagens poéticas de temas intrínsecos a um jeito de Saber-Fazer-Ser-Conviver, na Circularidade e Fluidez do Mundo e com o Mundo, Maravilhado de Vida (apesar de/como enfrentamento e resistência aos inúmeros desafios de todos os tempos)  

– “Onde tudo se relaciona e se transforma, o impossível torna-se possível, o incrível apresenta-se crível, o sobrenatural resulta em natural… Uma poética operada pelo sentido do imaginal, que confere à cultura uma leveza que se vai tornando cada vez mais insustentável, atingida pelas alterações que vêm mudando a sociedade e a natureza amazônicas, principalmente a partir do início da década de 70.” 

(Paes Loureiro in Cultura Amazônica: Uma poética do imaginário)

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Mestre Verequete, à esquerda, com Mestre Bento, à direita e Poeta do Grupo Raízes da Terra/Marapanim-PA; Encontro de Mestres do Carimbó, no Teatro Gasômetro – Parque da Residência / Belém-PA, 09 de JAN 2008. foto; Maria Esperança. 

O carimbó não morreu

Está de volta outra vez

O carimbó nunca morre

Quem canta o carimbó sou eu!

(Mestre Verequete/Augusto Gomes Rodrigues, 26 de Agosto/1916 a 03 de Novembro de 2009)

COM POETA E IRENE

com Poeta/Edmundo Favacho e outros músicos do “Raízes da Terra”/Marapanim, e Irene Favacho – Dançante Mana-Mani, na Festa de Celebração à Certificação do Carimbó como Patrimônio Imaterial Brasileiro, pelo IPHAN; Praça do Povo/Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves – Belém, 11 de Setembro de 2014. Foto: Dina Correa.

Ouvi a Sereia cantar lá no fundo do Mar

A Sereia quando canta é bonito o seu cantar…

Canta Sereia, no Mar tu és a rainha

Não cante na terra, que na terra a vez é minha!

(Poeta/Raimundo Favacho, Grupo Raízes da Terra-Marapanim)

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Deuzza Gomes, dançando o Peru – Grupo Maria Pretinha/Quatipuru-PA, Abril de 2010. Foto: Maria Esperança

…Aruê, aruá! Aruê, aruá!

Tá chovendo na roseira

Deixa a rosa se espalhar…

Mamãe eu quero um vestido

Da seda mais encarnada

Pra dançar o carimbó no meio da rapaziada!

(Carimbó de Santarém-Novo/Grupo Quentes da Madrugada)
Meninas Dançantes de Maracanã e Tamboreiros do Grupo Raio do Sol/Quatipuru na Festa de Lançamento do Edital dos Pontos de Cultura do Pará – Programa Cultura Viva/MinC-Secult, com a participação do Ministro Gilberto Gil; Forte do Presépio – Complexo Feliz Lusitânia / Belém, 06 de Maio de 2008. Foto: Maria Esperança.

VídeoDocumentário Histórias de Carimbó:

Carimbó de Mestre Verequete / Cd Conjunto Uirapuru:

Fontes e Sugestões bibliográficas:

Saiba mais:

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